A Nani é muito eclética. Depois dessa resposta tão delicadamente escapista, ela vem com esta:
- Eca, quem soltou pum? O papai. Meida!!!
domingo, 31 de março de 2013
Poeminha cantante da Nani
- Nani, vamos tomar banhinho?
Resposta poética, cantarolante e pintante:
- Espera, mamãe, espera, mamãe, espera, mamãe, no fundo do mar...
Resposta poética, cantarolante e pintante:
- Espera, mamãe, espera, mamãe, espera, mamãe, no fundo do mar...
segunda-feira, 18 de março de 2013
O que eu vou ser...
O Pedroca chega cheio de perguntas sobre a formação dos continentes. Mostro a ele imagens do planeta segundo a teoria da Pangea. Ele fica encantado:
- Mamãe, acho que, além de artista e padeiro, vou ser um cara desses que pesquisam um monte de coisas legais assim. Mas aí vou ter de estudar muito, né?
A Nani se anima também:
- E eu vou ser pescadeira!
- Mamãe, acho que, além de artista e padeiro, vou ser um cara desses que pesquisam um monte de coisas legais assim. Mas aí vou ter de estudar muito, né?
A Nani se anima também:
- E eu vou ser pescadeira!
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Pererequices da Nani
Tarde ensolarada na casa da prima Sassá, a criançada toda na piscina. De repente, a Raissoca dá o alarme: uma perereca!!! E a garotada sai aos berros: pernas e água pra todo lado.
A dona perereca, por certo, deve ter achado estranho, ou até graça, tamanho alarde com sua figura faceira e delicada de sílfide. Afinal, onde esses seres humanos desmiolados pensavam que deveria estar uma perereca com aquele calor escaldante senão numa água fresquinha, dando sopa por aí?
Eu, que me arrepio só de pensar em barata, mas simpatizo um bocado com rãzinhas, sapinhos e parentada, sem demora coloquei a pequeninha sobre a palma da mão:
- Ahhh, que drama, olha como ela é bonitinha! Tão verdinha!
A Nani, doida por bicho, veio se aproximando, de mansinho.
- Ahhh, que lindinha! Olha o olhinho dela... Tão fofinha... Como chama o nome dela, mamãe?
- Hummm... Perereca!
- Você perguntou pra ela?
O Pedroca rachou o bico.

A dona perereca, por certo, deve ter achado estranho, ou até graça, tamanho alarde com sua figura faceira e delicada de sílfide. Afinal, onde esses seres humanos desmiolados pensavam que deveria estar uma perereca com aquele calor escaldante senão numa água fresquinha, dando sopa por aí?
Eu, que me arrepio só de pensar em barata, mas simpatizo um bocado com rãzinhas, sapinhos e parentada, sem demora coloquei a pequeninha sobre a palma da mão:
- Ahhh, que drama, olha como ela é bonitinha! Tão verdinha!
A Nani, doida por bicho, veio se aproximando, de mansinho.
- Ahhh, que lindinha! Olha o olhinho dela... Tão fofinha... Como chama o nome dela, mamãe?
- Hummm... Perereca!
- Você perguntou pra ela?
O Pedroca rachou o bico.

domingo, 13 de janeiro de 2013
Felizaniveisálio do Pebro
Domingo à noite, a Nani mostrando as fotos do aniversário do Pedroca pro vovô:
- Ol(h)a, vovô. O felizaniveisálio do Pebro!
- É! O Pedroca fez 8 anos. Tá ficando velho...
- É! Que nem você, vovô!
- Hehehe. O vovô é só um pouquinho mais velho, Nani.
- Ol(h)a, vovô. O felizaniveisálio do Pebro!
- É! O Pedroca fez 8 anos. Tá ficando velho...
- É! Que nem você, vovô!
- Hehehe. O vovô é só um pouquinho mais velho, Nani.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
João Cachoeira
Na tarde dourada do sábado, pés arrastando calor, em direção à casa da querida amiga Rê, passamos pela rua João Cachoeira. Como as personagens de Graciliano Ramos, secos na tarde do sertão paulistano. O Pedroca logo se anima:
- Eba, mamãe! Tem cachoeira no fim dessa rua?!? (suor pingando pela testa)
- Ai, Pedro... Infelizmente não... Quem sabe um dia, muito tempo atrás, já teve uma por aqui? Eu não sei. Mas seria muito bom se tivesse, né?
- Já teve cachoeira em São Paulo?
- Já sim. Mas acabaram com todas...
- Nossa! Como conseguiram acabar com uma cachoeira?!?
Fico feliz-triste, admirando... O olhar criança se volta ao mundo em sua atual configuração - pra gente tão banal, imutável, vazio de possibilidades outras - e se alumbra com suas brechas de poesia, se espanta com o canhão que não solta flores (como o Tistu de O menino do dedo verde) e delira com olhos, mãos, nariz, boca, ouvidos, inteiro, no brincar sério de criaginar um mundo novo.
- Eba, mamãe! Tem cachoeira no fim dessa rua?!? (suor pingando pela testa)
- Já teve cachoeira em São Paulo?
- Já sim. Mas acabaram com todas...
- Nossa! Como conseguiram acabar com uma cachoeira?!?
Fico feliz-triste, admirando... O olhar criança se volta ao mundo em sua atual configuração - pra gente tão banal, imutável, vazio de possibilidades outras - e se alumbra com suas brechas de poesia, se espanta com o canhão que não solta flores (como o Tistu de O menino do dedo verde) e delira com olhos, mãos, nariz, boca, ouvidos, inteiro, no brincar sério de criaginar um mundo novo.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Esconde-esconde
- Vamo brincar de esconde-esconde, Nani?
- Vamo!
- Então conta!
- De novo, Pebro? Toda vezes!
- Vai, Yanni!
- Tá bom, tá bom! 1, 3, 6, 4, 9, 15....
- Vamo!
- Então conta!
- De novo, Pebro? Toda vezes!
- Vai, Yanni!
- Tá bom, tá bom! 1, 3, 6, 4, 9, 15....
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